Quanto polui a matriz energética brasileira?

Quanto polui a matriz energética brasileira?

Quando falamos de matriz energética incluímos todos as fontes de energia de forma ampla, como por exemplo, o diesel e gasolina utilizados no setor de transporte. 

Já no caso da matriz elétrica estamos focando especificamente na energia que é consumida na forma de eletricidade, mesmo que esta tenha origem em termelétricas movidas a combustíveis líquidos. 

Eu sou um adepto à tecnologia. Cada vez mais busco e procuro soluções tecnológicas para melhorar a qualidade de vida. Também acredito que temos uma missão com a sustentabilidade e o planeta, e a energia elétrica é um insumo fundamental em diversas tecnologias. 

Nas empresas do Grupo Enacom, do qual a Zerocarbon faz parte, toda a energia elétrica consumida é compensada com uma geração solar que implantamos para reduzir o impacto ambiental de nossos negócios. 

A EPE – Empresa de Pesquisa Energética, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, edita anualmente o Balanço Energético Nacional, que contém as principais informações  sobre o consumo energético Brasileiro. 

No Brasil, em 2019 houve um crescimento de 1,4% na energia disponível em relação a 2018, somando 294 Mtep (milhões de toneladas equivalentes de petróleo). 

De acordo com o Balanço Energético Nacional 2020,  em 2019, o total de emissões antrópicas (emissões não naturais) associadas à matriz energética brasileira atingiu 419,9Mt CO2-eq (milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente), sendo o setor de transportes responsável por 190,5 MtCO2-eq.

Infelizmente, nossa matriz energética está com uma tendência em aumentar o impacto ambiental nos próximos anos, como mostrado no gráfico a seguir. 

Tendência do impacto ambiental da matriz energética brasileira - gráfico
Tendência do impacto ambiental da matriz energética brasileira

Algumas boas notícias, como o aumento em 2,3%  da geração hidráulica, mesmo com o recuo da importação de Itaipu e o aumento de 15,5% na geração eólica, atingindo 56TWh (Tera Watt hora) em 2019.  

Embora a matriz energética brasileira não seja muito poluidora se comparada a outros países desenvolvidos, temos que avançar para melhorar cada vez mais. 

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